Como já vimos no post sobre que TV colocar no Home Cinema, as TVs de LCD e LED têm mais capacidade de emitir luz em relação a uma TV de plasma. Portanto, para uma aplicação mais drástica como a de colocar uma TV na área externa, o que queremos aqui é uma tecnologia que possa “brigar” melhor com a luz ambiente desta área. Claro que não temos o mesmo rigor nesta aplicação como comparado à sala do Home Cinema. Mas mesmo entre as duas tecnologias, ainda prefiro a TV de LCD pois ela tende a refletir menos a luz ambiente na tela.
Mesmo não vendendo TVs, recebemos esse questionamento todos os dias: que TV eu compro para minha sala de Home Cinema? LED, LCD, plasma? A resposta é plasma! Acredite se quiser, a TV mais barata é a melhor! Mesmo que em TODAS as lojas que você vá, o vendedor irá dizer o contrário. A explicação é simples.
O objetivo de uma boa imagem para Home Cinema é que ela seja o mais próximo possível do real. E uma imagem real tem vários pontos escuros. Por exemplo, se você está vendo um filme do Batman, com certeza a capa dele deve aparecer como preta para você. Portanto a capacidade de mostrar o preto absoluto é fundamental para um dispositivo de imagem em uma sala de Home Cinema (TV ou projetor no caso). E cada uma das tecnologias de TV trata o preto de forma diferente.
Vamos começar pela TV de LCD. O princípio de funcionamento de uma TV dessas é o de uma pequena membrana feita com vários pontos de cristal líquido, que dependendo da necessidade eles deixam ou não passar a luz por aquele ponto. Atrás desta membrana existe uma lâmpada muito intensa que emite uma luz branca. Para facilitar vamos pensar em um filme preto e branco. Se naquele ponto determinado da tela tem um ponto branco (o dente do Batman) o cristal líquido deixa passar totalmente a luz da lâmpada que está atrás dele. Mas quando temos que mostrar a capa dele (o preto), aquele ponto se fecha totalmente, tentando barrar a luz da lâmpada branca. O problema é que este fechamento não é completo, fazendo com que o preto fique na realidade cinza.
Outro problema relacionado a esta tecnologia é a velocidade com que esse mecanismo de deixar passar ou não a luz é feito. O olho humano ainda percebe estas transições. Mesmo com todo o avanço desta tecnologia.
A TV de LED é exatamente a mesma coisa, pois a diferença é que a lâmpada foi substituída por um LED, que é um semicondutor que emite luz.
A TV de plasma funciona de uma maneira totalmente diferente. Enquanto a TV de LCD/LED tem uma luz branca sempre ligada, a TV de plasma está sempre no escuro. Ela funciona assim: um sanduiche de vidro contendo plasma (o quarto estágio da matéria) é excitado eletronicamente ponto a ponto. Do externo deste sanduiche de vidro existe uma camada de fósforo, que ao receber essa excitação do plasma, emite luz. Portanto naquele exemplo do filme do Batman, no momento de mostrar o dente (branco) há uma excitação do plasma, que excita a camada de fósforo, e que por sua vez emite luz. No preto, não há excitação do plasma e nem do fósforo. Como a tela já é naturalmente escura, o preto estará presente com mais fidelidade que nas outras TVs. Além disso, a transição entre branco e preto é muito mais veloz que nos TVs de LCD/LED.
“Mas como vou provar isso?”, você deve estar se perguntando. Infelizmente as lojas que vendem TV não dispõem de salas escuras para mostrar essas diferenças. São sempre lojas claras com um monte de TVs expostas, muitas vezes sem nenhuma preocupação de ajuste. Aliás um truque muito antigo que é usado até hoje é o de colocar o brilho/contraste mais alto naquela TV que pretende-se vender mais…
Nove entre dez pessoas entram em nosso showroom com esta dúvida. Alguns inclusive já descartam de cara a opção de projeção. O fato é que dez entre dez pessoas saem daqui com a certeza de que o caminho deve passar pela projeção, quando o que se quer mesmo é qualidade de imagem. Por quê?
Já explicamos como funcionam as três tecnologias de TV mais comuns hoje no mercado: LED, LCD e plasma. E todas elas têm algo em comum: todas são fontes emissoras de luz. Isto é, as TVs produzem luz diretamente aos nossos olhos. E o problema está justamente aqui, pois nós não gostamos de luz “na cara”. E para proteger nossa retina desta luz, a pupila se contrai. Isso vai limitar a nossa capacidade de ver profundidade na imagem.
O projetor funciona de forma oposta. Ele emite luz para uma tela de projeção, onde parte desta luz é absorvida e parte é refletida. O que nós vemos então é o reflexo da luz que o projetor emite, portanto uma luz mais suave que não agride nossos olhos. Aliás, é assim que percebemos a maioria das imagens que vemos no dia a dia, por reflexo de luz.
“Mas eu fui naquele barzinho que tem um projetor e a imagem é lavada, sem qualidade”. Essa é uma questão muito comum, antes de fazer uma demonstração. E por que pensamos assim? Vários fatores colaboram para deteriorar o senso comum em relação aos projetores. Talvez o maior deles seja o fator “barzinho”. Em primeiro lugar, o que precisamos é ter a capacidade de mostrar o preto absoluto. Mas a tela é branca… Como faço o branco virar preto? Controlando a luz do ambiente! É assim que é feito dentro de uma sala de cinema. Se você chega antes da luz se apagar e já está acontecendo alguma projeção de comerciais, trailers de outros filmes, etc, você percebe que a imagem não está legal. Mas quando a luz se apaga, a imagem fica “de cinema”. No barzinho você acha que eles vão apagar a luz totalmente? Isso sem contar que muitas vezes a projeção é feita em uma parede que às vezes nem é branca, o projetor está projetando uma tela muito maior que a capacidade dele, a lâmpada está sempre gasta, o ajuste não está correto etc.
Portanto se você quer mesmo ter um cinema em casa, faça como os cinemas profissionais: use um bom projetor para Home Cinema!
Desde antes de imaginar ser dono de uma loja como a Universound, sempre gostei de resolver os problemas de áudio e vídeo de meus amigos. Não me conformava em vê-los gastando dinheiro errado! E hoje me vejo fazendo exatamente isso com meus clientes. Muita coisa aprendi nesses anos de lojista, e a sensação que tenho é que a tecnologia pode atrapalhar muito mais que ajudar as pessoas, principalmente se elas não tiverem um conselheiro ao lado para explicá-las o “por que” das coisas.
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Minha vida com o áudio começou muito cedo… Com quatro anos de idade já tinha a minha Sonata (um toca-discos portátil, a válvula, onde o “case” para transporte era a própria caixa acústica!). E desde então sempre fui um fuçador. Anos se passaram e na adolescência construí várias coisas na área de eletrônica, mas sempre com o foco em áudio. Kits da Ibrape, projetos das revistas Antenna, Nova Eletrônica, sempre com a supervisão de meu querido avô Alfredo, que foi um dos precursores da eletrônica aqui em Campinas. Muito frequentei a loja de meu tio Eugênio (Brasitone) que me ajudou bastante nas dicas para resolver problemas com amplificadores que oscilavam, e teimavam a queimar os caríssimos transistores de saída 2N3055… E tudo isso vindo de minha mesada. Lembro-me que para construir um amplificador mono de 250 watts demorei quase dois anos para fazê-lo, por problemas de “fluxo de caixa”.
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